Porque É Que Atraio Sempre o Mesmo Tipo de Pessoas?
Já alguma vez deu por si a pensar:
"Porque é que volto sempre a encontrar pessoas parecidas?"
Talvez sejam relações amorosas que começam de forma diferente mas acabam da mesma maneira. Talvez sejam amizades em que acaba sempre por dar mais do que recebe. Ou pessoas que, mais cedo ou mais tarde, acabam por desrespeitar os seus limites.
Quando este padrão se repete várias vezes, é natural acreditar que se trata de azar ou coincidência. No entanto, muitas vezes existe uma explicação mais profunda.
A verdade é que não atraímos pessoas apenas pelas nossas qualidades visíveis. Também atraímos pessoas através das expectativas, crenças e padrões emocionais que carregamos connosco.
O que aprendemos influencia o que aceitamos
Desde cedo aprendemos o que é o amor, a atenção, o cuidado e a valorização.
Se cresceu a sentir que precisava de agradar para ser aceite, pode tornar-se adulta com dificuldade em colocar limites.
Se aprendeu a cuidar dos outros antes de cuidar de si, poderá sentir-se responsável pelos problemas de toda a gente.
Se recebeu pouco reconhecimento emocional, poderá procurar constantemente validação nos outros.
Estes padrões não são escolhas conscientes. São formas de funcionamento que foram sendo construídas ao longo da vida.
Não atraímos apenas. Também escolhemos.
Muitas vezes diz-se que atraímos determinado tipo de pessoas.
Mas existe uma pergunta mais importante:
Porque permanecemos em determinadas relações depois dos primeiros sinais de alerta?
Esta questão pode ser desconfortável, mas é também libertadora.
Quando compreendemos os nossos padrões, deixamos de nos sentir vítimas das circunstâncias e começamos a recuperar o poder de escolha.
Os sinais costumam aparecer cedo
Na maioria das situações, os sinais estão presentes desde o início.
Comentários que incomodam.
Pequenas faltas de respeito.
Promessas que não são cumpridas.
Atitudes que geram desconforto.
O problema é que muitas pessoas aprenderam a ignorar aquilo que sentem para evitar conflitos, rejeição ou abandono.
Pouco a pouco, vão justificando comportamentos que não aceitariam noutras circunstâncias.
A autoestima tem um papel fundamental
Quanto mais sólida é a autoestima, mais fácil se torna reconhecer aquilo que merece e aquilo que não merece.
Uma autoestima saudável não significa sentir-se superior aos outros.
Significa reconhecer o seu valor independentemente da aprovação externa.
Quando uma pessoa conhece o seu valor, deixa de precisar de conquistar constantemente a aceitação dos outros.
E isso muda profundamente a forma como se relaciona.
O padrão pode ser interrompido
A boa notícia é que nenhum padrão emocional é uma sentença para a vida inteira.
Aquilo que foi aprendido também pode ser compreendido, questionado e transformado.
O primeiro passo não é mudar os outros.
É desenvolver consciência sobre si própria.
Pergunte-se:
O que costumo tolerar que me faz sofrer?
O que tenho medo que aconteça se colocar limites?
O que procuro nos outros que talvez precise de começar a encontrar dentro de mim?
Por vezes, a mudança começa quando deixamos de perguntar "Porque atraio sempre o mesmo tipo de pessoas?" e começamos a perguntar:
"O que preciso de aprender sobre mim para deixar de repetir o mesmo padrão?"
Cândida Oliveira
Terapia Emocional • Hipnoterapia • Desenvolvimento Pessoal
www.candidaoliveira.pt

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