Porque é que dou sempre demasiado aos outros e fico emocionalmente esgotada?
Há um padrão silencioso que muitas mulheres vivem, e que raramente é reconhecido.
Estão sempre disponíveis.
Sempre presentes.
Sempre a dar.
Mas por dentro…
- Sentem-se cansadas
- Vazias
- E, muitas vezes, invisíveis
Isto não é generosidade. É um padrão.
À primeira vista, parece cuidado.
Mas na realidade, muitas vezes é outra coisa:
- Uma necessidade profunda de ser aceite
- De manter relações
- De garantir que não há rejeição
E isso muda tudo.
O problema não é dar. É de onde vem.
Dar, quando vem de escolha, não esgota.
Mas quando vem de necessidade…
- Torna-se pesado
- Torna-se automático
- Torna-se difícil de parar
E é aqui que o padrão começa a controlar a tua vida.
A identidade constrói-se assim
Com o tempo, deixas de ser “alguém que ajuda”.
Passas a ser:
- A que resolve
- A que aguenta
- A que está sempre lá
E sem perceber…
- Ficas presa a esse papel
O corpo começa a falar
Este tipo de padrão não fica só na mente.
O corpo começa a reagir:
- Cansaço constante
- Falta de energia
- Irritação silenciosa
- Necessidade de afastamento
Porque parar parece impossível
Porque, no fundo, não é só comportamento.
É medo.
- Medo de desiludir
- Medo de perder ligação
- Medo de não ser suficiente
E isso mantém o ciclo.
Perceber não muda o padrão
Muitas mulheres já sabem tudo isto.
Mas continuam presas.
Porque isto não é racional.
- É emocional
- É aprendido
- Está enraizado
O início da mudança
A mudança começa quando:
✔ Começas a observar o padrão sem te julgares
✔ Percebes o que estás a tentar garantir ao dar tanto
✔ Começas a tolerar o desconforto de não corresponder sempre
- E, acima de tudo…
Quando deixas de construir o teu valor com base no que fazes pelos outros.
Nota final
Não precisas de deixar de ser quem és.
Mas precisas de deixar de te perder para manter os outros.
E isso aprende-se.
Cândida Oliveira
Terapeuta | Hipnose Clínica

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